quinta-feira, 23 de julho de 2009

Patrimonialismo, uma doença do Poder?

As denúncias envolvendo o então Presidente do Senado, José Sarney, não escandalizam, nem tão pouco aterrorizam a maioria dos eleitores. E sabe por quê?

Porque vivemos em um país que legitimou a prática do Patrimonialismo, onde em todas as esferas do Poder Público existem indivíduos que se apoderam da maquina administrativa em benefício próprio e de seus familiares e apadrinhados.

Como explicar o conteúdo das ligações telefônicas entre Fernando Sarney e sua filha Bia? E, posteriormente, entre aquele e seu genitor, o Senador José Sarney?

A imprensa denuncia com apelo de que esta situação seja desembaraçada e que o Senador e seus apadrinhados saiam do Poder. E a população? Os eleitores? O que fazem?

Não há uma passeata, uma manifestação em frente ao Congresso ou uma expressão de indignação?

E no nosso Ceará? Será que não existem os “Sarneys” e velhas raposas políticas trocando cargos e negociando vagas em casas políticas, secretarias, órgãos do Município e do Estado e, bem assim, também nos Tribunais?

É chegada a hora de nos rebelarmos, de não elegermos mais esse tipo de político, que fazem da máquina pública sua fonte de renda, de captação de recursos e usam os nossos impostos em benefício próprio.

Não ao Patrimonialismo!! Não podemos aceitar esse comportamento que afunda e desacredita ainda mais a política nacional. Os políticos são eleitos para gerir e organizar nosso País e não para fazer dele o que bem lhes convir.

E fica uma pergunta: se o Sarney comete todo esse tráfico de influência e é uma ação imprópria, será que furar a fila, sonegar impostos, dar uma propina para o guarda de trânsito, usar de influência política para obter vantagens pessoais ou de familiares e ter cargo comissionado sem os predicativos necessários não é uma forma de agir como as velhas raposas?

Se todos que têm acesso ao Poder começarem a usá-lo em benefício próprio, como explicar os ideais de uma sociedade justa e solidária? Não podemos creditar ao Poder a deturpação em seu uso, mas aos homens que nele se encostam como uma frondosa árvore, sem lembrar que aquela árvore dá sombra para todos e não somente para quem está mais perto dela.

Diga não ao Patrimonialismo e às velhas raposas!!

1 comentários:

George disse...

Olá, Lia, tudo legal?
É claro que nesta Taba de Alencar também temos nossos Sarneys; empresários que já foram governo e agora estão no Senado, molecando às expensas de nós outros. O problema todo, é que nosso país foi formado pela escória; só gente que o carcomido Portugal não queria lá, vomitava aqui. Daí que a gente se acostumou a conviver com pilantra de toda sorte. Por exemplo, se o cara tem grana e gosta de biritar, é um excêntrico. Se for pobre é um cachaceiro FDP; se o cara gostar de cheirar é um doente; se o outro queima unzinho, é um maconheiro viciado desgraçado. Enfim, a hipocrisia impera em nosso meio.
Beijos.

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